(carta)
A parte dela comigo.
Eu a conheci sem maquiagem. Sem os odores dos perfumes da vivência.
A noite ainda me era rara. Lembro-me dela sempre sob os raios do dia.
Sem cigarros ou garrafas, sem purpurinas ou baladas.
Era só o cheiro da grama, os nossos passos lentos, e a claridade do dia.
E debaixo daquela árvore, os seus olhos azuis.
Ela sabia tanta coisa, me ensinou música... MPB
Tinha uma melodia forte, quando cantava pra mim.
Sabia um pouco de arte, choro e poesia.
Formava-se ali uma linda garota, que não tive o prazer de vê-la "em primavera".
Entretanto imagino a bela mulher que se compôs, depois de mim.
Sua beleza era (é) rara. Indescritíveis aos sentidos humanos
Combinações extraordinárias de cores, formas e tons.
Tão inexplicáveis sensações corporais que a fisiologia do meu corpo
Não entendia o que acontecia quando me tocava ou
Passava de mim.
Atenta aos detalhes imperceptíveis da vida.
Trazia consigo sempre uma crença ecumênica
Consolando-me, nos tempos difíceis, com o carinho e com o amor.
"E como o fogo" não haveria de ser eterno...
E quando ela se foi, levou muito de mim, porém,
Entre as dores da partida, deixou parte dela comigo.
Que guardo.
" "
e a parte que levei guardo. pra sempre.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
sábado, 20 de julho de 2013
Sentada ali
Sentada ali, na esquina da Miguel Lemos, nesse lugar maravilhoso, vejo que conheci lugares novos, retornei a lugares antigos, gostei das pessoas novas, reencontrei as antigas, mas uma coisa não me sai da cabeça:
como seria tudo isso com meus amigos mais amigos e minhas amigas mais amigas?
O jeito de ser da gente junto, as risadas..
Iríamos voar pelas ruas
Causar furacões nas areias
Teríamos o mar na palma da mão
Nossa respiração seria a boemia
E nosso destino, apenas desvendar novos lugares
Ahhh se meus amigos coubessem na minha mala
Penso que eu não caberia mais em mim mesma.
26/07/2006
Sentada ali, na esquina da Miguel Lemos, nesse lugar maravilhoso, vejo que conheci lugares novos, retornei a lugares antigos, gostei das pessoas novas, reencontrei as antigas, mas uma coisa não me sai da cabeça:
como seria tudo isso com meus amigos mais amigos e minhas amigas mais amigas?
O jeito de ser da gente junto, as risadas..
Iríamos voar pelas ruas
Causar furacões nas areias
Teríamos o mar na palma da mão
Nossa respiração seria a boemia
E nosso destino, apenas desvendar novos lugares
Ahhh se meus amigos coubessem na minha mala
Penso que eu não caberia mais em mim mesma.
26/07/2006
sábado, 1 de junho de 2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Quando a essência de uma pessoa reconhece a afinidade (ou desafinidade) na essência de outra.
O reconhecimento da essência começa com uma paixão, um amor, uma amizade, uma atração, e até com sentimentos ruins.
Esses sentimentos vão se transformando, já que são inerentes à matéria, ao corpo e estão submetidos a esse tempo e a esse espaço.
E as essências vão caminhando, se encontram em qualquer lugar, entre uma vida e outra, e têm como estopim para se reconhecerem esse eterno começo, fim, recomeço e fim de sentimentos.
O dia e a noite, as fases da lua, a vida e a morte..
E cada uma terá seu próprio caminho de evolução.
O divino talvez seja caminhar com o outro, diante de todas essas transformações de sentimentos, desse começo e fim e de todas as formas que a matéria pode ser.
reconheço os que caminham comigo. alguns só consegui caminhar junto agora. outros já vêm de antes. tem os que encontrei pra reforçar o laço com o desapego. tem aqueles que ainda tenho dificuldade. e os que ainda irão aparecer...
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Num átimo
Depois de um dia comum e sob efeito de nada, de repente chega uma resposta a uma questão interna muito antiga..
A resposta vem no meio das luzes da cidade, no meio do asfalto, no meio de todas as pessoas ocupadas, na correria de um caminho, no meio do caos.
Um sussurro no ouvido, como alguém que conta um segredo.
Uma luz, uma epifania, é como se a consciência se encontrasse com a alma, num átimo, depois de milhares de anos-luz viajando, procurando.
O conforto perturbador.
Uma estrela explode
Um big bang acontece
A partir disso tudo se recria, se transforma, se movimenta
O despertar de uma manhã linda.
Algumas pessoas nascem se conhecendo mais do que as outras. Sorte delas.
Eu continuo viajando, admirando a paisagem.
Depois de um dia comum e sob efeito de nada, de repente chega uma resposta a uma questão interna muito antiga..
A resposta vem no meio das luzes da cidade, no meio do asfalto, no meio de todas as pessoas ocupadas, na correria de um caminho, no meio do caos.
Um sussurro no ouvido, como alguém que conta um segredo.
Uma luz, uma epifania, é como se a consciência se encontrasse com a alma, num átimo, depois de milhares de anos-luz viajando, procurando.
O conforto perturbador.
Uma estrela explode
Um big bang acontece
A partir disso tudo se recria, se transforma, se movimenta
O despertar de uma manhã linda.
Algumas pessoas nascem se conhecendo mais do que as outras. Sorte delas.
Eu continuo viajando, admirando a paisagem.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
O inicial estranhamento. O show começa com a voz feminina nos máximos agudos, acompanhando o sax e clarinete, na mesma nota. A voz só fala, sons inventados, talvez ali na hora. Igual quando se canta um longo instrumental que já se conhece de cor. Mas ali.. daquele jeito.. me pareceu enjoativo.
Eram vários sons. Se fazia som com garrafas, com água, com um turbante e até com uma chaleira! Era uma mistura que não fazia sentido. Todos em uma roda. Enquanto um fazia solo, os outros saíam dali, iam conversar, ou tomar água, enquanto o um ficava lá, entregue ao mundo, tocando sozinho. Achei uma falta de respeito. Cadê o clima? Cadê o respeito com o músico do solo? Será que estão ali atrás conversando sobre futebol enquanto o outro toca? É um absurdo.
Daqui a pouco todos voltam, o som rolando. E ficam assim, nesse vai e vem, e a voz feminina..
Aquilo foi me irritando. E por que ele não tocava? Tocava um pouquinho num órgão, e saía. Andava entre eles, gritava seus nomes, dava ordens, gesticulava. Alegre, tudo bem. Mas por que desse jeito? E parava, conversava com a platéia, fazia uma rimas. Até disse umas coisas que gostei, que lembro mais ou menos assim: "quando vim em Brasília, antes de vocês nascerem, quer dizer, vocês não estavam aqui materialmente, mas já estavam espiritualmente. Por que a gente vive, a gente sempre vive, a gente está, a gente simplesmente é." E fazia com que a platéia repetisse com ele alguns sons aleatórios..
Apesar da alegria, da conversa e da total integração com seus músicos, aquilo ainda me irritava..
Não pude negar que uma atmosfera ia crescendo, diferente, no meio daquilo tudo.
Foi então que lá pelas tantas, eu já meio que acostumando com aquilo, ele pega um instrumento. Admito. Não sei o nome do tal. De sopro, grande, grave e prateado.
E começou a soprar naquilo, de uma forma assim meio bruta, aquele grave ecoando no teatro lotado..
Me senti entorpecida, como se entrasse num sonho caótico.
De repente um sopro mais forte e vrooom! "Nossa, estuprou o instrumento", pensei. Segundos depois, uma voz, também feminina grita na platéia "chega!".
Foi aí que a lâmpada se acendeu. Não, não era a do teatro, obviamente que não.
A música, a voz feminina, os sons todos, tudo rolando...
Aquilo era um filme, daqueles que causam sensações estranhas e que a gente passa uns dias pensando.
Ou era um quadro, daqueles que sem explicação, causam também, sei lá o quê.
A banda continuou. Vi umas pessoas saindo do teatro. Umas e depois outras.
O som rolando e ele, novamente, pedindo para a platéia o acompanhar, repetir com ele os sons aleatórios.
Comecei a ouvir risadas à minha direita. Duas meninas riam, mas riam muito. Elas não conseguiam parar de rir. Risadas boas, de divertimento e prazer. Senti depois várias pessoas rindo também, atrás, na frente, as risadas se alastravam por ali.
A coisa agora fazia sentido pra mim. E a conversa dele agora era de pai, avô, bisavô. Já chegando no fim, quando se afastava lá por fora da roda, abraçava alguns dos músicos, com muito carinho e agradecimento.
Cada um sentiu de um jeito. Eu senti várias coisas. Foi inesquecível. Admirável.
E a percussão era "uma barraquinha de vender badulaques ali da torre".
Hoje, 03 de julho, show do Hermeto naquela maravilhosa Villa Lobos, tudo verde e rampa interessante, pedacinho de espiral, em que todo mundo se observa na subida e na descida.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
e se a hora não chegar?
como se o tempo parasse
ali escondido na esquina
dando risadas da minha tolice
de achar que a hora vem
e da minha esperança preguiçosa
luz fantasiosa de histórias que criei pra mim.
risadas doces
acha graça com compaixão
e tímida esse tempo me faz
corre e pede pra eu seguí-lo
não consigo
chego perto
fico longe
e ele pisca sorrateiro.
quando finalmente me abraça
faz com o dedo na boca
gesto de silêncio.
e fico por ali à espreita
quem sabe essa hora chega..
sábado, 24 de março de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Espírito
a quilometros de distância
na noite escura, fria
entre um chuvisco e outro
sentiu aquele cheiro
mesmo de tão longe
era muito nítido
resolveu procurar.
guiado pelo cheiro malvado
passou por entre os prédios
quietos e iguais
o cheiro havia escolhido um de seus lugares preferidos
na ingênua intenção de calma
e cada vez que se aproximava
percebia que o cheiro exalava
descontroladamente.
foi quando encontrou de onde vinha
ahh que maravilha observar
ela tinha aquele sorriso fácil que esconde toda a incerteza
as pernas trêmulas disfarçadas pelo caminhar
e o olhar nervoso pelo canto dos olhos
de quem não consegue esconder
a inquietude daquelas pernas.
os esquecimentos eram os mais bobos
a procura era irritante desesperada
por assuntos aleatórios talvez interessantes
e o pensamento mortífero de nada saber
com exceção de uma única certeza:
a de estar errando
irremediavelmente.
como era lindo sentir o cheiro tomando conta dela
poder ver agora cada mínimo detalhe de suas expressões
a cautela, o raciocinar de um movimento
a busca incessante pela naturalidade
o azul transtornado dos olhos
e o abafar da taquicardia estúpida.
o cheiro agora se misturou com a fumaça
se tornou inconsciente
colorido, encantador
mas continuava lá
talvez mais leve
talvez mais calmo
disfarçado, quieto pela névoa..
e ele ali observando ela
perdida no meio daquela ilusão
apaixonado pelo cheiro
apaixonado por aquela paixão
pela vibração nervosa emanada
e ela ali sem perceber que continuava exalando
inebriante
o cheiro da ansiedade
a quilometros de distância
na noite escura, fria
entre um chuvisco e outro
sentiu aquele cheiro
mesmo de tão longe
era muito nítido
resolveu procurar.
guiado pelo cheiro malvado
passou por entre os prédios
quietos e iguais
o cheiro havia escolhido um de seus lugares preferidos
na ingênua intenção de calma
e cada vez que se aproximava
percebia que o cheiro exalava
descontroladamente.
foi quando encontrou de onde vinha
ahh que maravilha observar
ela tinha aquele sorriso fácil que esconde toda a incerteza
as pernas trêmulas disfarçadas pelo caminhar
e o olhar nervoso pelo canto dos olhos
de quem não consegue esconder
a inquietude daquelas pernas.
os esquecimentos eram os mais bobos
a procura era irritante desesperada
por assuntos aleatórios talvez interessantes
e o pensamento mortífero de nada saber
com exceção de uma única certeza:
a de estar errando
irremediavelmente.
como era lindo sentir o cheiro tomando conta dela
poder ver agora cada mínimo detalhe de suas expressões
a cautela, o raciocinar de um movimento
a busca incessante pela naturalidade
o azul transtornado dos olhos
e o abafar da taquicardia estúpida.
o cheiro agora se misturou com a fumaça
se tornou inconsciente
colorido, encantador
mas continuava lá
talvez mais leve
talvez mais calmo
disfarçado, quieto pela névoa..
e ele ali observando ela
perdida no meio daquela ilusão
apaixonado pelo cheiro
apaixonado por aquela paixão
pela vibração nervosa emanada
e ela ali sem perceber que continuava exalando
inebriante
o cheiro da ansiedade
domingo, 1 de janeiro de 2012
11/02/09
ao meu lado esquerdo chuva, mas se eu olhar um pouco atrás um pedacinho de arco íris entre as nuvens está escondido
ao meu lado direito sol, mas se eu olhar mais um pouco, nuvens rosas, amarelas, laranjas
na minha frente só a estrada
alguém pensaria "que céu bonito!"
eu não
penso que esse céu é um sinal, uma dádiva, um indício
um presente pra mim
algo para resgatar, mudar ou para crer
penso nisso tão sozinha que sozinha dou risada
não sou o centro, esse céu não é só meu
mas o céu está ali pra qualquer um, pra todos
basta acreditar, e ele é seu
e eu tenho certeza que ele é pra mim
a estrada ficou melhor
agora já sei o meu caminho e onde devo parar
mas mesmo se não soubesse, não teria importância
ter imensidão do céu como presente
isso me traz muita esperança
(acho que amanhã não saberei mais,
mas novos presentes virão)
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Pela janela mágica
Um casal apaixonado se beija. Em pé, encostados no carro, os dois dão risada, se abraçam, se agarram, soltos, leves..
O outro casal, a poucos metros de distância, mantém uma briga dentro do carro. Gesticulam, se distanciam, se prendem. E a porta do passageiro está aberta.
Logo os briguentos vão embora.
E a noite continua linda embaixo da minha janela.
Um casal apaixonado se beija. Em pé, encostados no carro, os dois dão risada, se abraçam, se agarram, soltos, leves..
O outro casal, a poucos metros de distância, mantém uma briga dentro do carro. Gesticulam, se distanciam, se prendem. E a porta do passageiro está aberta.
Logo os briguentos vão embora.
E a noite continua linda embaixo da minha janela.
Olhos d' água
Enquanto a moça se serve do delicioso caldo verde, seu cachorro a espera, sentado na cadeira guardando a mesa, paciente. Quando ela retorna, divide a comida com ele dando pequenos pedaços de pão. E ele emite sons, quase que falando "me dá mais". E vai Demônios e outros sambas afins no ambiente.
Um senhor que acaba de chegar toma sua cerveja sozinho, tem um olhar sereno, cumprimenta alguém que passa, parece à vontade. Pessoas festejam na mesa na frente do bar, todos cantando o Adoniran, batem palmas, pandeiro, cavaquinho... Um rapaz também sozinho mais à frente digita qualquer coisa em seu notebook e também aproveita pra tomar sua cerveja. O jovem casal de amigos conversa amenidades na mesa de trás.
E vai Cartola agora nesse boteco, lanchonete, mercado, restaurante. O lugar é simples, arrumado, acolhedor. A dona sempre tem um sorriso largo e sincero. Descobri que é Nina o nome da cachorrinha falante, Nina! Adorável nome, nome da minha gata e meu nome de pequena (minha família Henriques me chamava de Nininha).
E assim vou sendo feliz por aqui.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Amarelo
um dia descobri que éramos iguais
um dia a luz era amarela
seu abraço
seu olhar
sua mão
sua confissão
seu cheiro
sua voz falava só pra mim
suas músicas ansiosas
saltavam dos olhos
na madrugada infinita
a dúvida formosa
a cumplicidade escondida
a admiração e o orgulho
era tudo grande
era tudo pouco
e o dia era noite
amanheceu amarelo
você foi embora
e nós dois sorrimos agora
dos sinais escondidos
do dia anoitecido
um pro outro
sempre
http://www.youtube.com/watch?v=w_FgoNkVAfc
um dia descobri que éramos iguais
um dia a luz era amarela
seu abraço
seu olhar
sua mão
sua confissão
seu cheiro
sua voz falava só pra mim
suas músicas ansiosas
saltavam dos olhos
na madrugada infinita
a dúvida formosa
a cumplicidade escondida
a admiração e o orgulho
era tudo grande
era tudo pouco
e o dia era noite
amanheceu amarelo
você foi embora
e nós dois sorrimos agora
dos sinais escondidos
do dia anoitecido
um pro outro
sempre
http://www.youtube.com/watch?v=w_FgoNkVAfc
terça-feira, 6 de setembro de 2011
14/05/09
meu cheiro já não é mais meu
nem meu cabelo
meu sorriso transcende a lua
meu abraço escorre pela rua
e minha voz te procura
louca pra se libertar.
fecha os olhos e escuta
respira fundo e sente
todos os sons ao redor são nossos
qualquer lugar fica quente
e o mar e o céu ficaram pequenos
são só um pedaço do nosso mundo
como um quadro na casa
horas a observar
e o silêncio se tornou um infinito gostoso
no qual a gente mergulha e fica a pensar
e as estrelas enfeitam nossa vida
o sol nos dá bom dia
depois das noites bagunçadas
depois das pernas misturadas
depois de tudo no universo ser um.
então esquecemos tudo
lá fora não tem mais nada
porque o mundo todo
todas as cidades
todas as paisagens
estão ali na sala
e a gente observa tudo lá
um nos olhos do outro.
alguém lá longe
não sei de onde
diz que o mundo ficou pequeno
coitado
não sabe a imensidão de um mundo a descobrir
ali ao alcance.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Silenciosa
Descontou tudo nele
as vontades adormecidas
as fantasias esquecidas
o tesão amordaçado
o não mastigado
o arrependimento
o choro engolido
o abraço escondido
a saudade lancinante
o que poderia ter sido
a dúvida
Descontou tudo nele
as loucuras apagadas
as fugas adiadas
a cumplicidade disfarçada
a música negada
os momentos curtos
a inquietação
em silêncio
E ele inofensivo recebeu
Compreendeu
Sorriu
E se apaixonou
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
O rascunho ainda
Uma boa parte da vida querendo encontrar alguém. Um fracasso.
Outra considerável parte tentando me encontrar. Sem sucesso.
De algum modo, um pouco de evolução em cada um desses momentos.
E de repente percebo.
Para alguns, felicidade é encontrar alguém.
Para outros, encontrar a si mesmo.
Mas ficaria fascinada se me encontrasse. E com alguém.
A liberdade pra libertar.
A liberdade pra aceitar ser libertado.
Cada um na busca de si próprio.
Quase impossível acontecer..
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Got a Feelin
E se ela estivesse aqui como seria?
Sonharia brilhos
Suspiros
Sorriria das minhas vaidades
Pisaria nua pelos meus sonhos
Desenharia no meu olhar
A respiração percorrendo o corpo
Será que me aceitaria
Com carinho leve
Chocolate
Sonhos de domingo a tarde
Brigaria comigo
Saudades
Me ouviria cantar?
Diria que sempre me adorou
Em silêncio
Nua..
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Late
Esqueci o sabonete
Esqueci de lavar as calcinhas
Esqueci de comprar o açúcar
Esqueci de pagar a faxineira
Paguei o aluguel atrasado
O condomínio até hoje não paguei
Não lembro o nome daquela música que você me falou
Esqueci o que ela disse
Não tive tempo de ver sobre a viagem
Esqueci de pegar o exame
O que é mesmo que tem hoje?
Não sei mais de quem é o aniversário
Será que já lavei o rosto nesse banho?
Será que essa roupa tá boa?
Esqueci de devolver o pen drive
Levar os vestidos pra lavanderia
Não pintei o carro
Esqueci de ligar
A comida estragou na geladeira..
Como vou escrever tudo isso agora que faltam 10 minutos pra eu estar lá e ainda estou com a toalha na cabeça?
quarta-feira, 15 de junho de 2011
A queda
Dia ruim.
E tudo é lindo.
Amigos, agradeço a Deus.
E sem eles saberem, transformam com certa música e risadas, o dia confuso em inesquecível.
Certa música que coincidentemente tem tudo a ver com aquilo tudo..
Então esse dia não sei pra que veio senão pra botar abaixo todo o bem estar
Porque, ainda bem, a vida é uma montanha russa.
E hoje foi o momento da queda.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Olhares
Sou a que implora
a que esperneia
a que ignora
a maravilhosa
Sou a que sente saudade
e chora dirigindo sozinha na rua larga
na madrugada
Sou a cautelosa
a que esconde
a que atua
a que gosta
Sou a que se apaixona
Sou a que devora
Sou a que sente o cheiro
Sente a lua
Sente a música
Sou a desprendida
a falante
a arrependida
a sentida
a sorridente
a confidente
a amiga
Sou a infantil que grita
Sou a madura que entende
a ilícita
a boba
a bonita
a perdida
a sincera
Sou a que espera um bilhete na caixa do correio
Sou a que tem um pressentimento
Sou a que tem medo
A que adora cantar
A que tem esperança
A que sempre chega atrasada
Sou a preguiça
Sou a bailarina
Sou a calma
a gostosa
a bagunceira
Sou a chata
a idiota
a dorminhoca
a companheira
Há olhares que percebem minha essência e meu espírito além de tudo que sou.
Há olhares que percebem uma feliz intensidade na soma de tudo isso.
Há olhares que percebem somente alguns dos muitos adjetivos que me cabem
Esses olhares restritos poderão escolher entre os ruins ou os bons
Não importa...
Temos todo o tempo do universo para nos olharmos.
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