Pela janela mágica
Um casal apaixonado se beija. Em pé, encostados no carro, os dois dão risada, se abraçam, se agarram, soltos, leves..
O outro casal, a poucos metros de distância, mantém uma briga dentro do carro. Gesticulam, se distanciam, se prendem. E a porta do passageiro está aberta.
Logo os briguentos vão embora.
E a noite continua linda embaixo da minha janela.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Olhos d' água
Enquanto a moça se serve do delicioso caldo verde, seu cachorro a espera, sentado na cadeira guardando a mesa, paciente. Quando ela retorna, divide a comida com ele dando pequenos pedaços de pão. E ele emite sons, quase que falando "me dá mais". E vai Demônios e outros sambas afins no ambiente.
Um senhor que acaba de chegar toma sua cerveja sozinho, tem um olhar sereno, cumprimenta alguém que passa, parece à vontade. Pessoas festejam na mesa na frente do bar, todos cantando o Adoniran, batem palmas, pandeiro, cavaquinho... Um rapaz também sozinho mais à frente digita qualquer coisa em seu notebook e também aproveita pra tomar sua cerveja. O jovem casal de amigos conversa amenidades na mesa de trás.
E vai Cartola agora nesse boteco, lanchonete, mercado, restaurante. O lugar é simples, arrumado, acolhedor. A dona sempre tem um sorriso largo e sincero. Descobri que é Nina o nome da cachorrinha falante, Nina! Adorável nome, nome da minha gata e meu nome de pequena (minha família Henriques me chamava de Nininha).
E assim vou sendo feliz por aqui.
Assinar:
Postagens (Atom)